É
interessante a maneira como as pessoas se comportam ao chegar em um novo país.
Algumas saem comendo e bebendo os pratos e bebidas típicas desse novo lugar, outros compram jornais e revistas, numa tentativa de buscar um contexto e algumas, não menos corajosas, se enclausuram em casa e ao seu tempo vão se dando ao luxo de conhecer e experimentar de tudo um pouco. Bom, eu e a Mariana só agora percebemos que sempre fazemos a mesma coisa quando chegamos em um novo lugar: nós caminhamos.
Algumas saem comendo e bebendo os pratos e bebidas típicas desse novo lugar, outros compram jornais e revistas, numa tentativa de buscar um contexto e algumas, não menos corajosas, se enclausuram em casa e ao seu tempo vão se dando ao luxo de conhecer e experimentar de tudo um pouco. Bom, eu e a Mariana só agora percebemos que sempre fazemos a mesma coisa quando chegamos em um novo lugar: nós caminhamos.
Agora,
uma linha de raciocínio bem simples: Montreal é uma cidade grande, porém não
possui um grande centro. Mesmo assim, esse centro possui muitas pessoas. Muitas
pessoas em um agora “pequeno” centro significa tumulto, poluição, carros,
problemas, etc. Concorda?
Juntando
as informações, dá pra imaginar que a nossa primeira tentativa de experimentar
a cidade se transformou em uma experiência conturbada e desagradável, certo?!
Errado! E é aqui que introduzimos o terceiro vídeo da série Canadá Mobile,
dessa vez sobre “mobilidade urbana”.
Imediatamente,
nas primeiras quadras “desbravadas”, a gente pôde perceber a harmonia da cidade.
Os carros sempre param no sinal e esse sinal também serve para guiar os
pedestres. Logo, os carros esperam TODAS as pessoas atravessarem a rua para só
então efetuarem a curva. As pessoas, no mesmo tom, só atravessam nas faixas de
segurança e quando o sinal está verde, independente do trânsito, e assim vai.
Ok,
nem tudo são flores, o que os montrealenses – sim, generalizando – têm de
educados, eles têm de barbeiros. Nunca vi um povo que gosta tanto de dar
“beijinhos” com o para-choque na hora de estacionar, e isso independente do
tamanho da vaga, acredite.
Organização
também vimos no metrô. Fiscalização dizem existir, mas nunca presenciamos.
Ainda assim, não tem pessoa que não tenha seu cartão ou bilhete em dia e a mão.
O
mesmo serve para ônibus, uma extensão do metrô, diga-se de passagem. Extremamente
pontuais, os ônibus podem ser pegos utilizando o mesmo bilhete do metrô. Porém,
se não for esse o caso, é necessário pagar em moedas e no valor exato, pois
assim como os ônibus não possuem cobrador, você não vai possuir seu troco se
depositar uma nota de 5 dólares. #ficadica.
Ainda
assim, mesmo contudo isso, nossa maior surpresa ainda estava por vir.
Já
estávamos em Montreal fazia alguns dias quando encontramos a rua Maisonneuve.
Uma avenida de mão única que reserva 30% de seu espaço para uma extensa e
organizada ciclofaixa.
Extensa
e organizada, sim. Acredite ou não, é possível atravessar a cidade de leste a
oeste nesse lugar reservado às bicicletas.
As
bicicletas aqui são bem mais que lazer. Elas são uma opção de transporte.
Talvez seja pelo curto verão, talvez seja por costume ou cultura, o fato é
que muita, mas muita gente adota essa
opção.
“Mas
eu não tenho bicicleta, sou turista.” Meu amigo, isso aqui não é problema. A prefeitura montrealense oferece o sistema
público de bicicletas. Por taxas diárias, mensais ou anuais, qualquer um pode alugar
uma das 5 mil bicicletas disponíveis nos 400 pontos de aluguel da cidade. No
Brasil isso existe em algumas capitais, mas ainda assim achamos legal informar.
Para
tentar mostrar um pouco do que explanamos acima, nós apresentamos neste vídeo
como é possível se locomover em Montreal. Seja em ciclofaixas, em metrôs ou
simplesmente caminhando.
Gostou? Ficou interessado? Quer saber mais sobre a nossa experiência no Canadá?
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSou fanzoca de vocês. Estou me ligando em todas as dicas. Showww.
ResponderExcluirOpa galera, só agregando informação, se não me engano a multa pro pedestre que desrespeita as leis de trânsito, como atravessar fora da faixa ou no semáforo fechado, é de CAD$ 40,00.
ResponderExcluirOutra coisa legal que vocês poderiam citar, é que além das integrações do Metrô com Metrô, ou Metrô com Ônibus, existe a integração com os Trens também, ou seja, o mesmo cartão nós conseguimos pegar os 3 tipos de transportes pagando mensalmente um valor que varia, por exemplo nós que moramos em Saint-Eustache podemos usufruir de todo o transporte coletivo de Montréal.
Abraços e continuem filmando!
Bah guris, rs: parabéns pela qualidade dos vídeos, música de fundo bacana e informação preciosa.
ResponderExcluirAbraços de São Paulo pra vocês.
Olha, parabéns pelo projeto de vocês e toda dedicação. Ta ficando ótimo. A partir de hoje irei acompanhá-los. Boa sorte com tudo. Abraços, Andressa.
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