quarta-feira, 3 de julho de 2013

De lá pra cá, daqui pra lá.

É interessante a maneira como as pessoas se comportam ao chegar em um novo país.
Algumas saem comendo e bebendo os pratos e bebidas típicas desse novo lugar, outros compram jornais e revistas, numa tentativa de buscar um contexto  e algumas, não menos corajosas, se enclausuram em casa e ao seu tempo vão se dando ao luxo de conhecer e experimentar de tudo um pouco. Bom, eu e a Mariana só agora percebemos que sempre fazemos a mesma coisa quando chegamos em um novo lugar: nós caminhamos.
Agora, uma linha de raciocínio bem simples: Montreal é uma cidade grande, porém não possui um grande centro. Mesmo assim, esse centro possui muitas pessoas. Muitas pessoas em um agora “pequeno” centro significa tumulto, poluição, carros, problemas, etc. Concorda?
Juntando as informações, dá pra imaginar que a nossa primeira tentativa de experimentar a cidade se transformou em uma experiência conturbada e desagradável, certo?! Errado! E é aqui que introduzimos o terceiro vídeo da série Canadá Mobile, dessa vez sobre “mobilidade urbana”.
Imediatamente, nas primeiras quadras “desbravadas”, a gente pôde perceber a harmonia da cidade. Os carros sempre param no sinal e esse sinal também serve para guiar os pedestres. Logo, os carros esperam TODAS as pessoas atravessarem a rua para só então efetuarem a curva. As pessoas, no mesmo tom, só atravessam nas faixas de segurança e quando o sinal está verde, independente do trânsito, e assim vai.
Ok, nem tudo são flores, o que os montrealenses – sim, generalizando – têm de educados, eles têm de barbeiros. Nunca vi um povo que gosta tanto de dar “beijinhos” com o para-choque na hora de estacionar, e isso independente do tamanho da vaga, acredite.
Organização também vimos no metrô. Fiscalização dizem existir, mas nunca presenciamos. Ainda assim, não tem pessoa que não tenha seu cartão ou bilhete em dia e a mão.
O mesmo serve para ônibus, uma extensão do metrô, diga-se de passagem. Extremamente pontuais, os ônibus podem ser pegos utilizando o mesmo bilhete do metrô. Porém, se não for esse o caso, é necessário pagar em moedas e no valor exato, pois assim como os ônibus não possuem cobrador, você não vai possuir seu troco se depositar uma nota de 5 dólares. #ficadica.
Ainda assim, mesmo contudo isso, nossa maior surpresa ainda estava por vir.
Já estávamos em Montreal fazia alguns dias quando encontramos a rua Maisonneuve. Uma avenida de mão única que reserva 30% de seu espaço para uma extensa e organizada ciclofaixa.
Extensa e organizada, sim. Acredite ou não, é possível atravessar a cidade de leste a oeste nesse lugar reservado às bicicletas.
As bicicletas aqui são bem mais que lazer. Elas são uma opção de transporte. Talvez seja pelo curto verão, talvez seja por costume ou cultura, o fato é que  muita, mas muita gente adota essa opção.
“Mas eu não tenho bicicleta, sou turista.” Meu amigo, isso aqui não é problema.  A prefeitura montrealense oferece o sistema público de bicicletas. Por taxas diárias, mensais ou anuais, qualquer um pode alugar uma das 5 mil bicicletas disponíveis nos 400 pontos de aluguel da cidade. No Brasil isso existe em algumas capitais, mas ainda assim achamos legal informar.
Para tentar mostrar um pouco do que explanamos acima, nós apresentamos neste vídeo como é possível se locomover em Montreal. Seja em ciclofaixas, em metrôs ou simplesmente caminhando.


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